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PRR: Descarbonização da Indústria

A componente da Descarbonização da Indústria é um dos principais pilares do Plano de Recuperação e Resiliência, com uma dotação de 715M€.

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A Descarbonização da Indústria enquanto parte do PRR

O Plano de Recuperação e Resiliência, onde se encontra a Descarbonização da Indústria, foi organizado em 20 Componentes que integram, por sua vez, um total de 37 Reformas e de 83 Investimentos. No total, as reformas e os investimentos, absorvem 16.644 milhões de euros de financiamentos do PRR, distribuídos por 13.944 milhões de euros de subvenções (84% do total) e 2.700 milhões de empréstimos (16%).

As vinte componentes e respetivas reformas e investimentos estão agrupadas no PRR em torno de três dimensões estruturantes: a Resiliência, a Transição Climática e a Transição Digital. Em termos gerais, está previsto que o Plano de Recuperação e Resiliência totalize cerca de 14 mil milhões de euros provenientes de fundos da União Europeia através de subvenções a fundo perdido e 2,7 mil milhões de euros em empréstimos.

Relativamente à dimensão da Transição Climática, um dos nossos destaques vai para a Componente 11, relativa à Descarbonização da Indústria.

Esta componente visa a descarbonização do setor industrial e empresarial e a promoção da mudança de paradigma na utilização dos recursos, concretizando medidas do Plano Nacional Energia e Clima 2030 (“PNEC”).  Tal constitui um objetivo estratégico central no PRR, no sentido em que contribui para acelerar a transição para uma economia neutra em carbono e, ao mesmo tempo, para promover a competitividade da indústria e das empresas, por via da sua descarbonização, redução do consumo de energia e da promoção de fontes endógenas de energia.

PRR: Descarbonização da Indústria

Dotação Orçamental de 715 milhões de euros, até 2025 (56M€ ainda em 2021)

Este investimento, liderado pelo IAPMEI, IP, destina-se a promover e apoiar financeiramente a iniciativa da indústria nacional para uma atuação pluridimensional no plano ambiental, estando estruturado para o desenvolvimento de projetos em quatro vertentes:

  1. Processos e tecnologias de baixo carbono na indústria: através da introdução de novos processos, produtos e modelos de negócio, ou da alteração de processos visando a sua descarbonização, incluindo novas tecnologias de baixo carbono; da incorporação de novas matérias primas, de combustíveis derivados de resíduos e de biomassa; do recurso a simbioses industriais e medidas de economia circular, incorporando inovação; e da substituição e/ou adaptação de equipamentos e processos para novas tecnologias sustentáveis e fontes de energia renovável. Destacam-se ainda medidas que visam a adoção de gases fluorados de reduzido potencial de aquecimento global. É também relevante aumentar a eletrificação dos consumos finais de energia, designadamente na indústria, e do reforço do acesso e da qualidade de serviço, principalmente em zonas industriais;
  2. Adoção de medidas de eficiência energética na indústria: que permitam simultaneamente reduzir o consumo de energia e as emissões de gases com efeito de estufa, em paralelo com a adoção de sistemas de monitorização e gestão de consumos que permitam gerir e otimizar o uso de energia, aproveitando o potencial da digitalização e a automação;
  3. Incorporação de energia de fonte renovável e armazenamento de energia: neste contexto, é igualmente relevante a promoção da incorporação de hidrogénio e de gases renováveis na indústria, designadamente naquelas em que as opções tecnológicas para descarbonização, nomeadamente através da eletrificação, são mais limitadas;
  4. O apoio à capacitação das empresas e a elaboração de instrumentos de informação e de apoio: tal como os roteiros setoriais para a neutralidade carbónica na indústria, que permitam identificar as soluções tecnológicas eficazes, específicas para a indústria nacional e eficientes em termos de custos, incorporando maior inovação e promovendo a sua disseminação, apoiando as medidas elencadas.

A Ayming Portugal está disponível a ajudar a sua empresa a identificar o enquadramento dos seus projetos nos Fundos atualmente disponíveis, bem como na elaboração e apresentação duma respetiva candidatura a estes mecanismos.