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Dicas da Ayming Portugal para a gestão da tesouraria da sua empresa

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Notícias
Novembro 2, 2020

Criado há quase 100 anos, o Dia Mundial da Poupança surgiu com o objetivo de alertar os consumidores para a importância da poupança, de modo a aumentarem a sua capacidade de fazer face a períodos de crise e evitarem o sobre-endividamento.

Em pleno ano de 2020, marcado sobretudo pela pandemia do novo coronavirus, a maioria das empresas nacionais e internacionais vê-se numa situação de crise, onde é comum a verificar-se uma enorme quebra do consumo dos seus produtos. Dessa forma, havendo uma contração geral da atividade económica, as empresas terão obrigatoriamente de aplicar alguns dos conceitos-base associados a este Dia Mundial da Poupança, de modo a que consigam garantir a sua liquidez durante este período, otimizando os seus custos, garantindo o maior número de fontes de receita possíveis e utilizando o financiamento externo da forma mais sustentável.

Neste sentido, e para assinalar esta data num ano em que todo o planeta foi e está a ser afetado por uma crise com dimensões raramente vistas, o Jornal de Negócios convidou a Ayming a trazer às empresas nacionais algumas dicas para que estas possam segurar a sua liquidez em pleno período de pandemia, num artigo que pode consultar aqui.

De que forma é que a sua empresa pode melhorar a liquidez, gerando poupanças e não hipotecando o seu futuro? Consideramos estes quatro pontos como essenciais:

1. Viabilizar projectos inovadores através dos Incentivos Financeiros e Fiscais disponíveis

Num cenário de crise como o atual é essencial que as empresas não deixem de fazer investimentos de futuro, a pensar nos seus projetos de Investigação e Desenvolvimento e de Inovação. Estes investimentos, apesar de poderem parecer um custo extra numa altura em que todos os euros contam, não o são.

De acordo com as conclusões que retirámos do Barómetro Internacional da Inovação para 2021, o investimento em projetos inovadores em cenário de crise é precisamente uma das principais armas que as empresas têm à sua disposição para se destacarem face à concorrência, uma vez que surgirão mais bem preparadas para os desafios do mercado aquando da retorma à normalidade. Contudo, é importante garantir a diversificação das fontes de rendimento utilizadas para financiar estes projetos, assegurando dessa forma o futuro da sua empresa.

Os Incentivos Financeiros, nomeadamente ao nível do Portugal 2020 e do seu sucessor, bem como do plano de Recuperação e Resiliência, permitem às empresas terem uma contribuição para os custos em que incorrem no desenvolvimento de projectos de I&D e/ou Inovação. Essa comparticipação pode passar por vários tipos de custos, que vão desde os custos com pessoal até a rubricas de investimento, entre outros.

Ao nível fiscal existem, hoje, uma diversidade de benefícios fiscais muito significativa, que que apoiam o investimento das empresas em activos corpóreos, incorpóreos (RFAI e CFEI) e que se traduzem num menor esforço de tesouraria para cumprimento das obrigações fiscais em contrapartida desses investimentos. Existem, ainda, deduções fiscais atribuídas às empresas pelos projectos de I&D, baseadas no crédito de imposto pelos custos incorridos no desenvolvimento desses projectos (SIFIDE).

Consideramos essencial, finalmente, que sejam aproveitados os apoios à contratação que são, atualmente, disponibilizados.

2. Eficiência fiscal

Outra das medidas à disposição da sua empresa com vista ao aumento da liquidez da sua tesouraria é a garantia da sua eficiência fiscal, através da análise de todos os mecanismos fiscais à disposição da sua empresa, de modo a que possa cumprir com todas as suas obrigações fiscais com o mínimo dispêndio de recursos financeiros.

Esta é especialmente crucial numa das áreas por nós trabalhadas, ao nível da fiscalidade que incide sobre o Património Imobiliário, nomeadamente através do pagamento do IMI e do AIMI. Estes impostos, pagos anualmente pelas empresas, são calculados a partir dos valores de valorização dos imóveis, que servem de base para liquidação de imposto.

Com uma análise completa de toda a sua situação patrimonial, seja ao nível técnico mas também ao nível fiscal, poderá ver os Valores Patrimoniais Tributários dos seus imóveis a serem consideravelmente inferiores ao passado, algo que se traduzirá, naturalmente, numa redução dos impostos municipais sobre imóveis a pagar.

3. Análise das necessidades existentes no momento actual e dos contratos de fornecimento existentes, procurando adaptar estas duas vertentes

A análise da atual folha de fornecedores é algo que as empresas deverão ter em consideração, uma vez que esta estará, provavelmente, dimensionada para um cenário de mercado e economia que não é equivalente ao atual.

Consideramos importante a exploração de melhorias nesses contratos, quer ao nível de preços praticados, quer das condições que lhe foram colocadas por parte dos fornecedores. Naturalmente, esses mesmos fornecedores também estarão a passar por dificuldades resultantes da situação de crise que atravessamos, pelo que também será do seu interesse a manutenção da relação comercial.

Não deve ser descurada, ainda, a oportunidade que os novos modelos de trabalho poderão apresentar em termos de otmização de custos (ao nível de espaços, deslocações e gastos gerais de funcionamento) e exploração dos impactos positivos que a digitalização de processos pode trazer para os custos das empresas.

4. Gestão proativa da entrada de dinheiro na empresa

A gestão do cash flow da sua empresa é algo que deverá considerar como absolutamente vital neste período, de modo a que consiga ter a liquidez necessária para desenvolver a sua atividade no presente, bem como para a preparar para o que o futuro irá trazer.

Esta gestão passa, essencialmente, por assegurar o cumprimento atempado de pagamentos por parte dos seus clientes, algo que nem sempre é fácil. Se os desafios do processo de cobrança já são muito significativos em contexto dito normal, num cenário de Pandemia são ainda mais elevados. Contudo, é essencial que seja feita uma antecipação das suas necessidades de tesouraria, de modo a que consiga negociar atempadamente as melhores condições para suprimento dessas necessidades, evitando ao máximo o acesso a crédito com os custos associados.

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