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O ChatGPT e a Inteligência Artificial nas empresas portuguesas

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Artigos de opinião
Fevereiro 28, 2023

O uso de ferramentas de IA nas empresas nacionais

O novo ano trouxe o ChatGPT e a Inteligência Artificial para um debate controverso. Esta ferramenta, propriedade da OpenAI — empresa de desenvolvimento e pesquisa de inteligência artificial que conta com Elon Musk e Microsoft como investidores — permite-nos interações a um nível quase humano. Configurada através de machine learning, com processamento de linguagem natural, é difícil não sentir uma espécie de empatia aquando da sua utilização.

O ChatGPT e a Inteligência Artificial efetua, em segundos, uma pesquisa minuciosa, através de uma base de dados que nos parece infinita.

Em termos práticos, se tomarmos por exemplo o Google para uma pesquisa, neste temos acesso a websites com informação correspondente a essa mesma pesquisa. No entanto, é necessário navegar site após site, resultado após resultado, na procura da solução que melhor se ajusta ao que procuramos.

Já numa interação com uma plataforma como o ChatGPT, é-nos dada uma resposta concreta e direta, que alia resultados factuais ‘frios’ a uma formulação frásica mais complexa, o que parece entrar numa sintomia perfeita num mundo que se move a um ritmo cada vez mais acelerado.

Sabemos, à data, que esta ferramenta veio revolucionar e criar algumas transformações nos processos produtivos das empresas e marcas. A União Europeia tem vindo a destacar a Indústria 5.0, onde a IA é vista como um avanço altamente competitivo, permitindo aos colaboradores dedicarem-se a tarefas valiosas que uma máquina não será capaz de executar.

O Portugal 2030 irá arrancar já em março de 2023

A aplicação do ChatGPT e a Inteligência Artificial em Portugal

Na indústria, em setores como calçado ou têxtil, é possível aplicar inteligência artificial nos seus equipamentos ou, até mesmo, incorporar dentro dos seus produtos. Máquinas de corte ou modelagem automatizadas já possuem inteligência artificial, com machine learning, através da qual conseguimos reduzir o desperdício. Esta permite não só uma redução do custo de matéria-prima, como também, por consequência, uma produção mais sustentável.

Exemplo disto, em Portugal, é o facto de já termos tecnologia que permite detetar as imperfeições nos tecidos, ainda numa fase inicial do processo produtivo, garantindo uma eficácia próxima dos 100%.

De acordo com a Smartex, são criados 92 milhões de toneladas de desperdício têxtil. Com o uso da inteligência artificial, torna-se possível controlar este desperdício, com uma estimativa de poupança de 491 mil Kgs de tecido, bem como 55 milhões de litros de água e, ainda, uma redução de 1.1 milhões Kgs de CO2 emitidos.

Também já disponível em Portugal, temos soluções tecnológicas, como é o caso da Neuron, que conferem às máquinas e equipamentos industriais a capacidade de operarem de forma autónoma. Capazes de detetar problemas de forma preventiva e, consequentemente tomar decisões, nomeadamente quais as peças necessárias, qual a intervenção técnica a realizar e de que modo esta deve ser feita, algo que permite às empresas prevenir problemas no processo, evitando quebras de produção.

Como podem as Empresas aproveitar e beneficiar da Inteligência Artificial?

Existem, já no mercado, sistemas com Inteligência Artificial incorporada, com capacidade para armazenar dados massivos e complexos em tempo real sobre todo o processo produtivo das empresas. São capazes, de analisar, rastrear, avaliar, identificar tendências, detetar e prever problemas permitindo uma resposta imediata e eficiente. Cada vez mais, a recolha e análise de dados, são essenciais para a tomada de decisões.

As empresas em Portugal devem caminhar para uma implementação de tecnologia com IA, que garanta uma redução do desperdício de matérias-primas, tornando-as mais eficientes e otimizadas e com um tempo de resposta ao mercado mais curto, num mercado altamente competitivo.

Se, por um lado, sabemos que o futuro passará por aqui, por outro lado também é sabido que os Dados, o machine learning e a IA exigem investimentos avultados e é necessário capacitar e apoiar as empresas neste caminho. Entre as soluções, as empresas têm a possibilidade de adquirir as ferramentas ou máquinas já existentes no mercado, ou investir no seu desenvolvimento interno, criando soluções inovadores e de referência.

Saiba como submeter um Registo de Pedido de Auxílio

O Portugal 2030, vem trazer apoios neste âmbito, nomeadamente no campo da Inovação e Investigação e Desenvolvimento, permitindo uma alavancagem destes investimentos. A Componente da Inovação e Transição Digital do Portugal 2030 terá uma dotação orçamental de praticamente 4 mil milhões de euros, o que representa mais de 17% do total deste novo Programa-Quadro.

As empresas poderão, ainda, usufruir de benefícios fiscais, como por exemplo o SIFIDE, que apoia no desenvolvimento de novos serviços, processos ou produtos, através da atribuição de um crédito fiscal associado a despesas que as empresas tenham com atividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D).

A Inteligência Artificial aplicada a processos e produtos será um fator-chave para as empresas conseguirem desenvolver soluções que as torne mais eficientes, rápidas e produtivas, capacitando-as para enfrentar os novos hábitos de consumo.

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